10 novembro 2008

Portugal lidera nas infecções de VIH associadas à droga

Portugal é o segundo país com menos jovens coonsumidores de injectáveis "Portugal continua a ser o País com maior incidência de sida relacionada com o consumo de droga injectável", diz o relatório do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT) divulgado ontem, em Bruxelas. Para Lisboa segue o desonroso primeiro lugar por infecções de VIH ligadas à utilização de drogas. Isto, apesar de as autoridades nacionais relatarem, entre 2005 e 2006, uma tendência decrescente.

Em contrapartida, Portugal é, entre dezanove países considerados, o segundo onde existem menos consumidores jovens de drogas injectáveis. Em 2006, Portugal comunicava mais de 66 casos de infecção de VIH por milhão de habitantes e 22 de sida. Na partilha dos lugares cimeiros, embora bastante distantes, estão os dois bálticos, Estónia e Letónia. Para o OEDT, o consumo de heroína pela via injectável nestes países " regista índices desproporcionadamente elevados de novas infecções e são responsáveis por uma percentagem significativa dos novos casos de VIH". Assim, relatório conclui, por isso, que os números "sugerem uma persistência de altos níveis de transmissão nestes países".

No capítulo da mortalidade, um dos custos mais pesados do consumo de droga na Europa, Portugal ocupa o nono lugar em 28 países (aqui, contabilizaram-se os 27 Estados-membros da União Europeia e a Noruega), com uma taxa de pouco mais de 30% por milhão de habitantes. Esta rubrica contempla as mortes induzidas directa e indirectamente pelo consumo de drogas. No entanto, o estudo aponta que 90% do número de mortes indirectamente derivadas do consumo, como as doenças infecto-contagiosas, acontecem, acima de tudo, no sul da Europa.

Wolfgang Götz, director do OEDT, sublinha que "os dados sugerem que o recrutamento de novos consumidores de heroína continua a produzir-se a uma frequência tal que é possível garantir que o problema não diminuirá significativamente num futuro próximo". Todos os anos, entre sete e oito mil europeus morrem devido à utilização de opiáceos, sendo a overdose a causa mais comum entre a população mais jovem, acrescentou.

ALEXANDRA CARREIRA
NATACHA CARDOSO -ARQUIVO DN

http://dn.sapo.pt/2008/11/07/sociedade/portugal_lidera_infeccoes_vih_associ.html

16 julho 2008

Investigações no âmbito do VIH/Sida

Os infectados com VIH/Sida que continuaram a consumir drogas «têm perturbações cognitivas maiores» associadas à infecção do que aqueles que contraíram o vírus por via sexual, segundo um estudo português.
Os doentes infectados com VIH têm alterações mais ou menos frequentes e variáveis ao nível do funcionamento mental, que podem oscilar desde pequenas perturbações na atenção até à demência. «Deve-se sobretudo à predilecção do vírus pelo sistema nervoso central», explicou o investigador, referindo que o vírus altera o funcionamento cerebral, como dificulta a acção dos medicamentos retrovíricos no sistema nervoso central.

Os resultados preliminares do projecto «quando a infecção ameaça a mente - uma investigação sobre a deterioração cognitiva associada à infecção pelo VIH», a decorrer na Faculdade de Medicina do Porto, são agora conhecidos.
O psiquiatra e investigador Miguel de Bragança referiu estarem analisados cerca de 2/3 da amostra de 130/150 indivíduos medicados e acompanhados na consulta externa de doenças infecciosas do Hospital de S. João (Porto).

A amostra apenas inclui pacientes com menos de 50 anos, uma vez que acima dessa idade podem existir perturbações cognitivas causadas pelo envelhecimento.
Este estudo pretende não só caracterizar a população quanto às alterações cognitivas, como descobrir «preditores da deterioração». «O ideal seria sabermos que doente, com determinadas características, sexo e escolaridade irá deteriorar os níveis cognitivos mais ou menos que um outro», referiu à Lusa.

Para Miguel de Bragança, conseguir prever alterações mentais seria uma «arma muito importante para serem utilizados mecanismos de reabilitação cognitiva dos doentes». «Já protegemos o doente de múltiplas patologias que pode ter, mas assim teríamos uma arma acrescida para reabilitar os défices cognitivos como os da atenção, concentração, velocidade psico-motora, processamento da informação, função executiva, raciocínio abstracto, memória de invocação. Seria no fundo reabilitação da aprendizagem e do funcionamento de nós com o mundo», comentou.
A investigação decorre há um ano e deve prolongar-se por mais 12 meses. Além deste projecto, mais cinco, entre 16 candidatos, vão receber bolsas de investigação para apoio a doutoramento na área da infecção por VIH/Sida da Fundação GlaxoSmithKline.

Na lista está ainda a investigação Infecção dupla VIH-1/VIH-2: consequências clínicas, imunológicas e virológicas. O estudo de Sara Simões Lino tem por base a ligação Portugal/África, em especial, à Guiné-Bissau e Cabo Verde, e que faz de Portugal o país que tem maior incidência na União Europeia de infectados por VIH-2 (463 casos notificados até 31 de Dezembro último).

Diário Digital / Lusa

10 julho 2008

Sexo dos Anjos 1

Sexo dos Anjos



Nova campanha da Coordenação Nacional para a Infecção VIH/Sida

07 abril 2008

Dia Mundial da Saúde

Hoje, dia 7 de Abril, comemora-se o Dia Mundial da Saúde.

Esta ano a Direcção Geral da Saúde, para assinalar a data, escolheu como tema central: Investir em Saúde para um Futuro.
Com a escolha deste tema pretende-se debater as questões relacionadas com a segurança internacional em saúde, num mundo globalizado, onde as doenças infecciosas, as ameaças emergentes, os desastres naturais e as alterações ambientais não conhecem fronteiras e têm um impacto na segurança colectiva de todas as pessoas.