27 maio 2009
29 abril 2009

Entre os dias 1 e 9 de Maio, decorrerá em Coimbra, a Queima das Fitas 2009.
Considerando o facto de este ser, para além de um período de diversão e comemoração, uma época de risco para o consumo de álcool em excesso e adopção de diversos comportamentos de risco, incluindo nomeadamente comportamentos sexuais de risco, existirão, este ano, um conjunto actividades, sob a designação do projecto "Antes que te Queimes 2009".
As entidades incluídas neste projecto são as seguintes:
- Governo Civil do Distrito de Coimbra
Considerando o facto de este ser, para além de um período de diversão e comemoração, uma época de risco para o consumo de álcool em excesso e adopção de diversos comportamentos de risco, incluindo nomeadamente comportamentos sexuais de risco, existirão, este ano, um conjunto actividades, sob a designação do projecto "Antes que te Queimes 2009".
As entidades incluídas neste projecto são as seguintes:
- Governo Civil do Distrito de Coimbra
- Escola Superior de Enfermagem de Coimbra
- Associação de Estudantes da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra
- Comissão Central da Queima das Fitas/2009
- ARS-Centro - Delegação Regional do Centro do IDT
- Instituto Português da Juventude do Centro
- Núcleo de Estudantes de Medicina da AAC
- SOS-Estudante - Projecto A(risco)/APF
- Saúde em Português
- Associação Académica de Coimbra
- Associação Existências – Projecto Nov’Ellos
- Canal UP
Os objectivos dos projectos são os seguintes:
a) Aumentar os conhecimentos sobre o consumo de álcool e sexualidade responsável;
b) Promover a reflexão sobre as atitudes relacionadas com o consumo abusivo de bebidas alcoólicas, os problemas associados como intoxicação grave, prática de sexo desprotegido e policonsumos;
c) Reduzir os danos associados ao abuso de álcool e relacionados com o sexo não protegido e a condução de veículos;
d) Promover escolhas livres e informadas, que visem comportamentos responsáveis do ponto de vista pessoal e social;
e) Divulgar os serviços de atendimento/aconselhamento a jovens em matéria de saúde sexual e reprodutiva, consumo de substâncias psico-activas e saúde mental;
f) Esclarecer os jovens no âmbito de temáticas específicas relacionadas com a sua saúde sexual e reprodutiva, a saber: infecção VIH/SIDA e outras IST’s; contracepção de emergência e interrupção voluntária da gravidez.
As actividades a realizar incluem:
Realização de Outdoor, para identificação do projecto e sensibilização para as actividades a decorrer durante a Semana Académica; Formação de “educadores de rua”;
Disponibilização de um espaço de apoio e aconselhamento, da Unidade de Saúde Móvel, no Largo da Portagem, entre as 22h e as 3h00;
Iniciativas de aconselhamento em contexto recreativo a desenvolver por grupos de jovens, para a redução de consumos/danos, medições de taxa de alcoolemia e glicemia, aconselhamento sexual, disponibilização de preservativos e primeiros socorros;
Disponibilização da Unidade de Saúde Móvel, na Praça da República, entre as 14h30 e as 19h, de 1 a 8 de Maio, da responsabilidade do CAD Coimbra;
Existência de “educadores de rua” no recinto da Semana Académica, com vista à sensibilização na área do consumo abusivo de álcool e sexualidade.
29 março 2009
16 março 2009
Tuberculose: Portugal continua acima da média europeia
No ano passado, foram diagnosticados 2.916 casos, incluindo casos novos (2.686) e retratamentos, dos quais 2.519 eram portugueses e 397 imigrantes, revelou o coordenador do Programa Nacional de Luta Contra a Tuberculose em Portugal, Fonseca Antunes. Em 2007, tinham sido diagnosticados 3.158 casos desta doença.
Os homens continuam a ter uma frequência duas vezes superior à das mulheres. «Em cada três doentes, dois são homens», referiu Fonseca Antunes, que trabalha nesta área há duas décadas.
A propósito do Dia Mundial da Tuberculose, que se assinala a 24 de Março, Fonseca Antunes adiantou que a diminuição do número de casos se insere numa tendência que, na última década, se salda em menos 7,2% ao ano. No entanto, a taxa de incidência em Portugal ainda é ligeiramente maior à média da União Europeia, que se situa nos 17 casos por 100 mil/habitantes. Fonseca Antunes explicou que esta discrepância se deve ao facto de Portugal ainda estar a sofrer a influência de uma situação «bastante desfavorável» que teve até finais da década de 60 e que se reflectiu - dado o nível endémico de então - nas gerações posteriores, porque esta doença pode ter «décadas de latência ».
No entanto, a luta contra a tuberculose tem dado resultados positivos em Portugal. Os estudos epidemiológicos revelam que o risco de ser infectado por tuberculose reduziu para metade nos últimos 13 anos.
A idade mediana dos doentes situa-se entre os 35 e os 44 anos, mas a tendência é para ser «aliviada nos mais novos», sublinhou o responsável.
A distribuição geográfica é bastante assimétrica: seis distritos do Continente (Vila Real, Viana do castelo, Porto, Lisboa, Setúbal e Algarve) são áreas de incidência intermédia (acima de 20 por 100 mil habitantes), enquanto 12 distritos e as duas regiões autónomas são de baixa incidência.
Os homens continuam a ter uma frequência duas vezes superior à das mulheres. «Em cada três doentes, dois são homens», referiu Fonseca Antunes, que trabalha nesta área há duas décadas.
A propósito do Dia Mundial da Tuberculose, que se assinala a 24 de Março, Fonseca Antunes adiantou que a diminuição do número de casos se insere numa tendência que, na última década, se salda em menos 7,2% ao ano. No entanto, a taxa de incidência em Portugal ainda é ligeiramente maior à média da União Europeia, que se situa nos 17 casos por 100 mil/habitantes. Fonseca Antunes explicou que esta discrepância se deve ao facto de Portugal ainda estar a sofrer a influência de uma situação «bastante desfavorável» que teve até finais da década de 60 e que se reflectiu - dado o nível endémico de então - nas gerações posteriores, porque esta doença pode ter «décadas de latência ».
No entanto, a luta contra a tuberculose tem dado resultados positivos em Portugal. Os estudos epidemiológicos revelam que o risco de ser infectado por tuberculose reduziu para metade nos últimos 13 anos.
A idade mediana dos doentes situa-se entre os 35 e os 44 anos, mas a tendência é para ser «aliviada nos mais novos», sublinhou o responsável.
A distribuição geográfica é bastante assimétrica: seis distritos do Continente (Vila Real, Viana do castelo, Porto, Lisboa, Setúbal e Algarve) são áreas de incidência intermédia (acima de 20 por 100 mil habitantes), enquanto 12 distritos e as duas regiões autónomas são de baixa incidência.
As populações de maior risco de desenvolver a doença ou de ser infectadas são as que contactaram com a tuberculose, pessoas infectadas com o VIH (que representam 14 por cento dos doentes), estrangeiros oriundos de países de alta prevalência desta doença, os toxicodependentes e os reclusos. Em todos estes grupos também se registou uma diminuição do número de casos: cerca de um terço em cinco anos.
Os jovens até aos 15 anos representam 2,1 por cento dos casos registados no ano passado - 58, contra 73 em 2004.
Fonseca Antunes salientou que este é um «indicador sentinela muito fiável», na medida em que as crianças são, por um lado, «muito vulneráveis», e, por outro, não têm comportamentos de risco: «elas são testemunho do que se passa na população geral».
A taxa de mortalidade por tuberculose, que está muitas vezes associada a outras patologias, situa-se nos 1,4 por cem mil habitantes, tendo descido para metade na última década.
Os jovens até aos 15 anos representam 2,1 por cento dos casos registados no ano passado - 58, contra 73 em 2004.
Fonseca Antunes salientou que este é um «indicador sentinela muito fiável», na medida em que as crianças são, por um lado, «muito vulneráveis», e, por outro, não têm comportamentos de risco: «elas são testemunho do que se passa na população geral».
A taxa de mortalidade por tuberculose, que está muitas vezes associada a outras patologias, situa-se nos 1,4 por cem mil habitantes, tendo descido para metade na última década.
Segundo Fonseca Antunes, Portugal continua a superar as metas de resultado propostas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para o controlo da doença: a detecção de, pelo menos, 70 por cento dos casos contagiosos e a cura de 85 por cento desses casos.
Em Portugal, a detecção dos casos ronda os 90 por cento e o sucesso terapêutico ao fim de um ano os 87 por cento.
Apesar dos progressos, o responsável da luta contra a tuberculose frisou que os indicadores «não permitem abrandar as medidas de combate à doença, dado que o nível endémico é ainda considerável, particularmente nos grandes meios urbanos».
Diário Digital / Lusa
Em Portugal, a detecção dos casos ronda os 90 por cento e o sucesso terapêutico ao fim de um ano os 87 por cento.
Apesar dos progressos, o responsável da luta contra a tuberculose frisou que os indicadores «não permitem abrandar as medidas de combate à doença, dado que o nível endémico é ainda considerável, particularmente nos grandes meios urbanos».
Diário Digital / Lusa
26 fevereiro 2009
Vírus da sida está a adaptar-se aos seres humanos
A dispersão mundial do vírus da sida tem mais que 30 anos, mas já há provas que o HIV está a adaptar-se ao homem. Um estudo internacional publicado hoje na revista "Nature", mostra que está a ganhar resistências às características imunitárias das várias populações humanas.
“Apesar de o HIV estar há pouco tempo nos seres humanos, tem conseguido evadir-se aos esforços naturais do controlo do vírus pelo sistema imunitário”, disse, em comunicado, Philip Goulder, da Universidade de Oxford (Reino Unido).
Sem medicamentos para controlar a infecção, uma pessoa que contrai o HIV demora em média dez anos a desenvolver a doença que acaba por matar. Mas em alguns casos, as pessoas ficam com sida em apenas 12 meses. E há outras que vivem 20 anos saudáveis sem tocarem num remédio.
Uma das causas desta variação temporal é a variabilidade do complexo de genes HLA. Estes genes são diferentes em todas as pessoas e permitem o reconhecimento dos agentes patogénicos, desencadeando a resposta imunitária capaz de, por exemplo, matar as células infectadas com o HIV. O vírus ataca principalmente os linfócitos CD4+ e, quanto mais capaz for o organismo de reconhecer o vírus através dos genes HLA, mais rápida e fortemente os CD8+ podem ser accionados para matar os CD4+ infectados e travar a infecção.
O que os investigadores descobriram é que, de acordo com variações populacionais no HLA, que permitem uma resposta mais forte ao HIV, o vírus tende a mutar e fixar a alteração nessas populações, fintando a resposta imunitária. “Em populações onde um gene do HLA favorável esteja muito presente, vemos que existe um alto nível de mutações que permitem ao HIV resistir ao efeito particular desse gene”, disse Rodney Phillips, um dos autores do artigo.
O estudo concentrou-se em várias regiões do globo, como o Reino Unido, África do Sul, Botswana, Austrália, Canadá e Japão.
Uma das implicações do estudo é que uma vacina futura tem que jogar com a capacidade de mutação do HIV e “actualizar-se”, como se faz actualmente com o vírus da gripe.
25.02.2009 Nicolau Ferreira
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1366709&idCanal=13
“Apesar de o HIV estar há pouco tempo nos seres humanos, tem conseguido evadir-se aos esforços naturais do controlo do vírus pelo sistema imunitário”, disse, em comunicado, Philip Goulder, da Universidade de Oxford (Reino Unido).
Sem medicamentos para controlar a infecção, uma pessoa que contrai o HIV demora em média dez anos a desenvolver a doença que acaba por matar. Mas em alguns casos, as pessoas ficam com sida em apenas 12 meses. E há outras que vivem 20 anos saudáveis sem tocarem num remédio.
Uma das causas desta variação temporal é a variabilidade do complexo de genes HLA. Estes genes são diferentes em todas as pessoas e permitem o reconhecimento dos agentes patogénicos, desencadeando a resposta imunitária capaz de, por exemplo, matar as células infectadas com o HIV. O vírus ataca principalmente os linfócitos CD4+ e, quanto mais capaz for o organismo de reconhecer o vírus através dos genes HLA, mais rápida e fortemente os CD8+ podem ser accionados para matar os CD4+ infectados e travar a infecção.
O que os investigadores descobriram é que, de acordo com variações populacionais no HLA, que permitem uma resposta mais forte ao HIV, o vírus tende a mutar e fixar a alteração nessas populações, fintando a resposta imunitária. “Em populações onde um gene do HLA favorável esteja muito presente, vemos que existe um alto nível de mutações que permitem ao HIV resistir ao efeito particular desse gene”, disse Rodney Phillips, um dos autores do artigo.
O estudo concentrou-se em várias regiões do globo, como o Reino Unido, África do Sul, Botswana, Austrália, Canadá e Japão.
Uma das implicações do estudo é que uma vacina futura tem que jogar com a capacidade de mutação do HIV e “actualizar-se”, como se faz actualmente com o vírus da gripe.
25.02.2009 Nicolau Ferreira
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1366709&idCanal=13
06 fevereiro 2009
Terapia genética contra HIV testada nos EUA
Doze doentes seropositivos com problemas de resistência aos tratamentos contra o vírus da sida começaram esta semana a ser recrutados para participar no primeiro ensaio clínico de uma terapia genética anti-HIV, destinada a imunizar de forma personalizada as células de cada um dos doentes contra o temível vírus. Ninguém sabe se este tratamento, que consiste em desactivar um gene indispensável à entrada do HIV nas células imunitárias humanas, poderá ou não funcionar um dia. Mas resultados promissores obtidos nos últimos meses levaram uma equipa da empresa californiana Sangamo BioSciences e da Universidade da Pensilvânia, liderada por Carl June, a avançar com a primeira fase da experiência.
À superfície dos linfócitos CD4 humanos (o principal alvo do HIV), há uma proteína, a CCR5, sem a qual o HIV não consegue invadir essas células. Sabe-se desde 1996 que uma pequena minoria de pessoas, naturalmente imunes ao HIV, são portadoras de uma mutação precisamente no gene que comanda o fabrico da proteína CCR5. Essas pessoas herdaram duas cópias não funcionais do gene - uma vinda do pai, outra da mãe. E como nenhuma delas funciona, a proteína CCR5 não é produzida pelos linfócitos CD4 - e não aparece à sua superfície, o que impede a entrada do HIV.
Para inactivar deliberadamente o gene CCR5, os cientistas utilizam uma proteína sintética (cujo nome técnico é "nuclease dedos de zinco" - em inglês zinc finger nuclease). Injectada nos linfócitos, ela retira um bocadinho de ADN a cada uma das duas cópias do gene CCR5. A seguir, a célula "remenda" o gene, mas este, sem aquele bocadinho, já não funciona. No fundo, imita-se a natureza: tudo se passa como se os linfócitos tivessem sofrido espontaneamente a mutação imunizante. Há seis meses, June e os colegas já tinham experimentado o efeito desta desactivação deliberada do gene CCR5 em linfócitos humanos em cultura e em ratinhos imunodeficientes infectados com HIV. Em ambos os casos, o tratamento permitiu reduzir a carga viral e, nos animais, fez aumentar o número de linfócitos CD4 (indicador de uma certa "regressão" da doença).
Os cientistas tencionam colher linfócitos não infectados junto dos 12 voluntários, torná-los mutantes para o CCR5 num tubo de ensaio, cultivá-los para obter uns 10 mil milhões de linfócitos mutantes e por último reintroduzi-los nos seus donos. O que esperam é que - para além de não ter efeitos indesejáveis - o tratamento surta efeitos positivos semelhantes aos observados in vitro e nos ratinhos.
05.02.2009, Ana Gerschenfeld
http://jornal.publico.clix.pt/
À superfície dos linfócitos CD4 humanos (o principal alvo do HIV), há uma proteína, a CCR5, sem a qual o HIV não consegue invadir essas células. Sabe-se desde 1996 que uma pequena minoria de pessoas, naturalmente imunes ao HIV, são portadoras de uma mutação precisamente no gene que comanda o fabrico da proteína CCR5. Essas pessoas herdaram duas cópias não funcionais do gene - uma vinda do pai, outra da mãe. E como nenhuma delas funciona, a proteína CCR5 não é produzida pelos linfócitos CD4 - e não aparece à sua superfície, o que impede a entrada do HIV.
Para inactivar deliberadamente o gene CCR5, os cientistas utilizam uma proteína sintética (cujo nome técnico é "nuclease dedos de zinco" - em inglês zinc finger nuclease). Injectada nos linfócitos, ela retira um bocadinho de ADN a cada uma das duas cópias do gene CCR5. A seguir, a célula "remenda" o gene, mas este, sem aquele bocadinho, já não funciona. No fundo, imita-se a natureza: tudo se passa como se os linfócitos tivessem sofrido espontaneamente a mutação imunizante. Há seis meses, June e os colegas já tinham experimentado o efeito desta desactivação deliberada do gene CCR5 em linfócitos humanos em cultura e em ratinhos imunodeficientes infectados com HIV. Em ambos os casos, o tratamento permitiu reduzir a carga viral e, nos animais, fez aumentar o número de linfócitos CD4 (indicador de uma certa "regressão" da doença).
Os cientistas tencionam colher linfócitos não infectados junto dos 12 voluntários, torná-los mutantes para o CCR5 num tubo de ensaio, cultivá-los para obter uns 10 mil milhões de linfócitos mutantes e por último reintroduzi-los nos seus donos. O que esperam é que - para além de não ter efeitos indesejáveis - o tratamento surta efeitos positivos semelhantes aos observados in vitro e nos ratinhos.
05.02.2009, Ana Gerschenfeld
http://jornal.publico.clix.pt/
01 fevereiro 2009
Juicy Event 3
No dia 4 de de Fevereiro realiza-se o Juicy Event 3 no bar Quebra, em Coimbra. Este evento é organizado pela Associação Existências, no âmbito do Projecto Nov'Ellos. Como habitualmente será proposto aos presentes que experimentem os sumos naturais existentes. Serão ainda disponibilizados materiais preventivos e informativos sobre substâncias psicoactivas.
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