07 março 2013

Governo define novas substâncias psicoativas e encerra "smartshops"

O Governo aprovou, esta quinta-feira, um diploma que define as "novas substâncias psicoativas", considerando-as uma ameaça para a saúde pública, proíbe "qualquer atividade" com elas relacionada e determina o "encerramento dos locais utilizados para esses fins".
 
foto Paulo Spranger/ Global Imagens
Governo define novas substâncias psicoativas e encerra "smartshops"
Interior de uma "smartshop"
 
As novas substâncias contempladas no diploma, refere o comunicado do Conselho de Ministros divulgado esta quinta-feira, são substâncias que "em estado puro ou numa preparação podem constituir uma ameaça para a saúde pública comparável às substâncias já enumeradas em legislação".






"Fica proibida toda e qualquer atividade, continuada ou isolada, de produção, importação, exportação, publicidade, distribuição, detenção, venda ou simples dispensa das novas substâncias psicoativas. Determina-se ainda o encerramento dos locais utilizados para esses fins", lê-se no comunicado divulgado no final da reunião do Governo.
A nova legislação estende ainda às novas substâncias psicoativas "o âmbito dos programas e estruturas de prevenção, redução de riscos e minimização de danos, de reinserção social e de tratamento do consumo de substâncias psicoativas, dos comportamentos aditivos e das dependências".
"Este diploma dá assim resposta à problemática associada ao consumo das novas substâncias psicoativas, que têm sido desenvolvidas a um ritmo crescente e que não se encontram incluídas nas listas de proibição das Convenções das Nações Unidas, transpostas para a legislação portuguesa", refere o documento.

 http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=4798643366900503704#editor/target=post;postID=3366452429243783695

21 novembro 2012

The European Party Friends Night


A Associação Existência, através do Projeto Nov’Ellos, cujo objectivo é o de reduzir o consumo e os riscos associados ao consumo de substâncias psicoativas em contextos recreativos, vai promover, no dia 24 de Novembro, com início pelas 22h 30m, o evento The European Party Friends Night.
 
Este evento surge de uma iniciativa do Nightlife Empowerment and Well-being Implementation Project (NEWIP), Projecto Europeu financiado pela União Europeia.
 
Pretende  sensibilizar os frequentadores de contextos recreativos para a importância que os amigos têm em contextos de diversão, de forma a reduzir riscos e promover a segurança.

20 novembro 2012

Mais 2,5 milhões vivem com o vírus da sida

Pelo menos 2,5 milhões de pessoas contraíram o vírus da sida em 2011, números que confirmam a tendência decrescente das novas infeções que, numa década, caíram 20%, revelam dados divulgados pelas Nações Unidas. 

No ano passado viviam, em todo o mundo, 34 milhões de pessoas infetadas com o VIH, 23,5 milhões na África Subsaariana, cinco milhões na Ásia, 1,4 milhões na América Latina, 1,4 milhões na América do Norte, 900 mil na Europa, 300 mil no Médio Oriente e África setentrional, 230 mil no Caribe e 53 mil na Oceânia, revela a edição de 2012 do relatório global da agência das Nações Unidas para a SIDA (ONUSIDA).
O relatório, que foi divulgado, esta terça-feira, em Genebra, em antecipação ao Dia Mundial da Sida, que se assinala a 1 de dezembro, adianta que a África Subsaariana se mantém como a região mais afetada em todo o mundo com um em cada 20 adultos infetados com o VIH, o que representa 69% da população mundial que vive com o vírus.
As mulheres representam mais de metade (58%) das pessoas infetadas nesta zona do mundo.
A África Subsaariana (25%) e o Caribe (42%) foram as regiões que registaram maior decréscimo no número de infeções entre 2001 e 2011.
No relatório, as Nações Unidas mostram preocupação com a tendência verificada no Médio Oriente e Norte de África, onde o número de novas infeções aumentou mais de 35%, passando de 27 mil em 2001 para 37 mil em 2011.
Nesta região, registavam-se no ano passado 300 mil pessoas que viviam com o vírus da sida, tendo ocorrido 23 mil mortes relacionadas com a doença.
As Nações Unidas encontraram ainda sinais de que as infeções por VIH na Europa de Leste e na Ásia Central começaram a aumentar desde meados da década de 2000. Com 1,4 milhões de pessoas infetadas com o VIH, a região registou no ano passado 140 mil novas infeções e 92 mil mortes.
O estudo revela ainda que na última década várias epidemias nacionais sofreram "alterações dramáticas", tendo-se registado uma quebra na ordem dos 25% da incidência das infeções por VIH em 39 países, 33 dos quais localizados na África Subsaariana.
Moçambique, África do Sul, Jamaica, Quénia, México, Serra Leoa, Níger ou Tailândia são alguns dos países com comportamentos positivos.
Em sentido oposto, pelo menos nove países - Bangladesh, Geórgia, Guiné-Bissau, Indonésia, Cazaquistão, Quirguistão, Filipinas, Moldávia e Sri Lanka - aumentaram em pelo menos 25% o número de novas infeções.

Menos 32% de mortes
O número de mortes relacionadas com a Sida atingiu os 1.7 milhões, 1,2 milhões das quais ocorreram na África Subsaariana, valores que representam uma quebra de 24% relativamente a 2005, quando ocorreram 2,3 milhões de mortes.
O número de mortes caiu 32% entre 2005 e 2011, apesar de a região representar 70% de todas as pessoas que morreram em 2011 de causas relacionadas com a sida.
Também o Caribe (48%) e a Oceânia (41%) registaram reduções significativas no número de mortes, tendo a América Latina (10%), a Ásia (4%) e a Europa Central e América do Norte (1%) revelado quebras mais modestas.
As regiões da Europa de Leste e Ásia Central (21%) e do Médio Oriente e Norte de África (17%) registaram, por seu lado, o aumento da mortalidade associada à doença.

Grupos com maiores taxas
Profissionais do sexo (23% mais que o resto da população), consumidores de droga (22%) e homossexuais (13%) mantêm-se como os grupos populacionais com maiores taxas de incidência de infeções por VIH.
O relatório revela ainda que o aumento do uso de antirretrovirais em países de baixo e médio rendimento permitiu salvar 14 milhões de vidas por ano desde 1995, 9 milhões das quais na África Subsaariana.
Em 2011, foram disponibilizados 16.800 milhões de dólares para a prevenção e tratamento da sida em todo o mundo, 30% menos que o necessário para uma resposta completa em 2015.


24 setembro 2012

Cursos de Qualificação dos Profissionais da Saúde 2012

Intervir ao Nível dos Cuidados Paliativos - 35 horas
Destinatários: Profissionais de Saúde com interesse na temática.

Abordagem Geral de Noções Básicas de Primeiros Socorros - 25 horas
Cuidados na Saúde Materna – 25 horas
Destinatários: Técnicos Auxiliares de Saúde e outros Profissionais de Saúde com interesse na temát
ica.

 Os curso terão início nos meses de outubro/ novembro
 
Regalias:
Subsídio Alimentação (nos cursos de 25h)
Subsídio Transporte quando devido
Certificado de Formação

Informações e Inscrições:
239 837 033/ 965 592 748
a.existencia@gmail.com
Av. Emídio Navarro nº 81, 2ºA
3000-151 Coimbra

12 setembro 2012

Já é possível atacar proteína fulcral para a bactéria da tuberculose

A anedota sobre como as enzimas se reproduzem é conhecida por muitos investigadores: "uma enzima da outra". É um trocadilho básico, mas ajusta-se ao que se passa nas células, onde as reacções químicas dependem de ligações físicas entre moléculas que se encaixam como se fossem a chave e a fechadura de uma porta. Um artigo publicado agora na revista Science Translational Medicine, assinado por um investigador português, mostra a estrutura tridimensional de uma proteína da bactéria da tuberculose quando está ligada a um químico que torna a enzima ineficaz e mata a bactéria. 


A descoberta pode ajudar a combater uma das piores doenças actuais, que em 2010 matou 1,4 milhões de pessoas.

A DprE1 é uma enzima importante para a bactéria Mycobacterium tuberculosis, diz-nos João Neres, farmacologista de formação que está a fazer um pós-doutoramento na Escola Politécnica Federal de Lausane, na Suíça. "Esta molécula está envolvida na biossíntese da parede celular da bactéria da tuberculose", explica o português. A parede celular reveste a bactéria e dá-lhe uma estrutura e uma protecção. É um dos alvos preferidos dos cientistas para combater as infecções bacterianas.

Em 2009, a equipa de Neres, liderada por Stewart Cole, publicou um artigo na Science onde mostrava que o antibiótico BTZ043 ligava-se à DprE1. Esta ligação impedia a produção de um açúcar vital para a formação da parede celular, o que matava as bactérias da tuberculose.

O antibiótico já foi testado em várias estirpes da bactéria, incluindo muitas que são resistentes à panóplia de antibióticos utilizados para a tuberculose, que já têm mais de quatro décadas de existência, e são cada vez mais ineficientes contra as bactérias resistentes. O BTZ043 conseguiu sempre matar as bactérias e, neste momento, está quase pronto para entrar em ensaios clínicos.

Mas o que a equipa conseguiu, entretanto, foi cristalizar o complexo formado pelo antibiótico ligado à DprE1. Deste modo, com ajuda de uma técnica de raios-X, conseguiram uma imagem tridimensional do conjunto e perceberam exactamente onde é que o antibiótico se liga à proteína, de forma irreversível, impedindo-a de funcionar.

Segundo João Neres, o processo experimental para obter esta imagem é muito complicado. "Saber sobre esta estrutura a três dimensões da proteína permite de um modo mais racional produzir medicamentos que consigam encaixar e inibir melhor a enzima", revela o cientista.Deste modo, se surgirem problemas nos ensaios clínicos com o BTZ043, se o químico se revelar tóxico em humanos, os cientistas conseguem, mais facilmente, mudar a estrutura da molécula para deixar de ser tóxica, mas mantendo a parte que se liga à enzima e a inibe.

Esta é a segunda vez que se conseguiu revelar a estrutura de um complexo proteína-antibiótico da bactéria da tuberculose. Num comentário ao artigo, Gregory Cook, da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, sublinha a importância da descoberta: "Isto faz com que a nova estrutura apresentada por Neres seja um feito notável, que deve acelerar o desenvolvimento da nova geração de drogas contra a tuberculose."