14 julho 2014

Projecto "Noite Saudável em Coimbra"

O Projeto "Noite Saudável em Coimbra" em destaque na página da DGS.

http://www.dgs.pt/em-destaque/noite-saudavel-em-coimbra.aspx

Criado gel que previne transmissão do VIH até 24 horas

Um novo gel microbicida apresentado, esta quarta-feira, em Madrid permite prevenir com eficácia a transmissão do vírus do VIH/Sida durante relações sexuais, se for aplicado oito horas antes do ato sexual.
Ángeles Muñoz, a chefe de secção do laboratório de Imunobiologia Molecular do hospital Gregorio Marañón, em Madrid, apresentou este gel em conjunto com o professor titular do departamento de Química Inorgânica da Universidade de Alcalá, Javier de la Mata, informou a agência Efe.
O gel tem uma eficácia de proteção do VIH entre 18 e 24 horas, durante as quais se podem manter relações sexuais sem contágio, e o ideal seria aplicá-lo 8 horas antes da relação sexual.
O composto baseia-se no dendrímero 2sg-s16, um tipo de partícula microscópica que bloqueia a infeção de células epiteliais e do sistema imunitário por parte do VIH, mas não é espermicida, pelo que os investigadores já advertiram para a possibilidade de se causar gravidez.
Muñoz explicou que o gel microbicida demonstrou uma eficácia 'in vivo' de cerca de 85%, mas a eficácia 'in vitro' foi cerca de 100%, em combinação com medicamentos antirretrovirais.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=4017517

Criança dada como curada afinal ainda tem HIV

Uma criança norte-americana, que nasceu infetada com HIV e foi dada como curada em 2013, afinal continua a ser portadora do vírus da sida.
Em 2013, e pela primeira vez, uma bebé infetada com o vírus da sida foi considerada curada por uma equipa de médicos no Mississipi, EUA. No entanto, o "milagre" médico afinal não aconteceu: a criança, a quem deixaram de administrar medicamentos de controlo da doença, voltou agora a tomá-los por dar sinais de retorno do vírus.
A criança entrou em remissão em 2013, mas não deixou de ser acompanhada pela equipa médica, liderada por Deborah Persaud, que tomou conta do caso, realizando testes de despistagem da doença regularmente. Todos os testes efetuados até à semana passada mostravam que a criança estava em "cura funcional", pois não tinha qualquer sinal de ser portadora do vírus. O cenário mudou com os últimos resultados, com os testes de sangue a mostrarem que, afinal, a menina ainda é seropositiva.
Os investigadores não conseguem explicar o que causou o retorno do vírus.
A descoberta desmoraliza os investigadores que acreditavam que bébes de mães seropositivas poderiam ser curados se recebessem grandes doses medicação desde o nascimento.
Mesmo assim, a luta ainda não está dada como perdida pois, explicam os virologistas, este não era um caso de erradicação total do vírus, mas sim de enfraquecimento do mesmo. Esse entorpecimento do vírus permitiu, até ao momento, que o sistema imunitário da criança conseguisse controlar a doença sem recurso a antirretrovirais (razão pela qual esta foi considerada em remissão) mas poderá ser, como comprova este caso, reversível.
Para além desta primeira cura funcional, foi anunciada uma segunda em março, de outro bebé nascido em 2013 e acompanhado desde o nascimento (mas que continua a receber tratamento). 

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=4021544&page=-1 

22 novembro 2013

Semana Europeia do Teste VIH


A Associação Existências está a participar na Semana Europeia do Teste VIH, através da realização de testes rápidos a toda a população.

07 novembro 2013

Descoberto mecanismo de invisibilidade do vírus da sida

O vírus da sida tem "um manto de invisibilidade", descoberto agora pelos cientistas, que lhe permite passar despercebido nas células humanas e sem que seja ativado o sistema imunitário, segundo um artigo publicado na revista "Nature".
 
foto Global Imagens/Arquivo
Descoberto mecanismo de invisibilidade do vírus da sida

 

























Uma equipa de investigadores da University College de Londres conseguiu destapar esse "manto de invisibilidade" do vírus, numa experiência com um medicamento experimental aplicado em células desenvolvidas em laboratório.
Os resultados poderão ajudar a melhorar os procedimentos perante o vírus ou conduzir mesmo a novos tratamentos, sustentou a equipa de cientistas.
"Esperamos um dia poder ser capazes de desenvolver um tratamento que ajude o corpo a livrar-se do vírus antes da infeção tomar conta por completo do sistema imunitário do corpo", afirmou Greg Towers, investigador que liderou o estudo, citado pela agência France Press. 

O sistema imunitário é a primeira linha de defesa do corpo perante a infeção, com um "sistema de alarme" anti-viral que é ativado em cada célula.
No entanto, o vírus da imunodeficiência (VIH) atinge as células dos glóbulos brancos e consegue replicar-se antes de ser ativado o sistema imunitário, o que o torna não perigoso, sustentou aquele investigador.
Na experiência laboratorial, os investigadores utilizaram uma versão modificada de um medicamento baseado na substância Cyclosporine, usada em pacientes que foram sujeitos a transplantes de órgãos.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, existe em todo o mundo cerca de 35,3 milhões de pessoas infetadas com o vírus VIH. 

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=3518697&page=-1

Vacina contra HPV

Uma única dose de vacina contra o vírus do papiloma humano, responsável por 70 % dos cancros do colo do útero, poderá ser suficiente para dar imunidade de longa duração, de acordo com um estudo publicado esta segunda-feira. 


 
foto Global Imagens/Arquivo
Uma dose da vacina contra HPV é suficiente contra cancro do colo do útero

 














"Constatámos que os níveis de anticorpos para ambos os tipos de HPV 16 e 18 em mulheres vacinadas com uma dose mantinham-se estáveis quatro anos após a vacinação ", explicou Mahboobeh Safaeian, investigadora do National Cancer Institute (NCI), em Bethesda, e principal autora da pesquisa.
"Estes resultados põem em causa as recomendações atuais de que a vacina contra o HPV requer múltiplas doses para gerar uma resposta imune duradoura", acrescenta a especialista em doenças infeciosas, cuja pesquisa é publicada na revista Cancer Prevention Research.
De acordo com a especialista, "esta descoberta é promissora para a realização de campanhas de vacinação mais simples e baratas e com mais hipóteses de serem desenvolvidas em todo o mundo, especialmente nos países em desenvolvimento, onde existe uma taxa de 85 % de casos de cancro do colo do útero, uma das principais causas de morte".

Cerca de 20% dos participantes no estudo receberam uma dose de vacina, em vez das três recomendadas, explicam os autores, acrescentando ter posteriormente analisado a resposta imunitária, através da medição dos níveis de anticorpos do vírus em amostras de sangue de 78, 192 e 120 mulheres que receberam, respetivamente, uma, duas e três doses da vacina.
Os resultados foram então comparados com os de 113 mulheres não vacinadas e os investigadores descobriram que todas as mulheres dos três grupos apresentaram anticorpos contra o HPV 16 e 18 no sangue, durante quatro anos. 

Os autores também descobriram que os níveis de anticorpos nas mulheres que levaram só uma dose eram inferiores aos das mulheres com duas e três doses, mas que a resposta imunológica era duradoura.
Os investigadores concluíram também que as taxas de anticorpos em mulheres vacinadas com uma ou duas doses eram cinco a 24 vezes maiores do que em mulheres que nunca tinham sido vacinadas, mas que anteriormente tinham sido infetadas com o HPV, que é transmitido por via sexual. 

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=3514283&page=-1

13 setembro 2013

Vacina contra vírus da sida nos símios confere protecção a macacos-rhesus

Uma equipa de cientistas criou uma vacina contra o vírus da imunodeficiência símia (VIS), equivalente ao vírus que provoca a sida em humanos, o vírus da imunodeficiência humana (VIH). Esta vacina provou funcionar em cerca de metade dos macacos-rhesus testados. Entre um ano e meio e três anos depois, todos os testes feitos a estes macacos não conseguiram encontrar sinais do vírus da imunodeficiência símia (VIS), que se esconde muitas vezes no ADN de certas células. Os resultados, publicados num artigo da edição desta quinta-feira da revista Nature, mostram que a estratégia desta potencial cura em macacos é, escrevem os autores, “promissora” para o desenvolvimento de uma vacina contra o VIH.

A vacina foi feita a partir de um vírus da família dos citomegalovírus que infecta os macacos-rhesus. O vírus que causa a herpes é também um citomegalovírus, que vai reaparecendo ao longo do tempo. Mas estas partículas utilizadas para vacina foram alteradas pelos cientistas da Universidade de Ciência e Saúde de Oregon, nos Estados Unidos, para estarem atenuadas e para apresentarem proteínas do SIV. Deste modo, o sistema imunitário dos símios está constantemente a ser “espicaçado” com estas proteínas do VIS e acaba por criar uma classe de glóbulos brancos, os linfócitos T, dedicada a atacar e a matar tudo o que apresente as proteínas do VIS.

Depois de vacinarem os macacos-rhesus, os cientistas infectaram estes símios com uma estirpe altamente patogénica do VIS. Tal como o HIV, o VIS infecta e reproduz-se em algumas classes de células do sistema imunitário. Neste processo, acaba por matar estas células, tornando o corpo do hospedeiro vulnerável a infecções que, antes, eram facilmente controladas. Normalmente, os macacos-rhesus não sobrevivem mais do que dois anos quando contraem esta estirpe virulenta do VIS.

Mas, desta vez, depois dos primeiros meses, onde mostravam sofrer da infecção, cerca de metade dos símios conseguiu controlar o vírus. Passados mais de dois anos e meio, os cientistas correram uma série de testes à procura do vírus VIS, que, sendo semelhante ao HIV, pode esconder-se durante anos no ADN de certas células, os chamados “reservatórios” do vírus. Mas não encontraram nenhum fragmento ou sinal do agente patogénico nos símios.

 Memória imunitária de longo prazo
A equipa defende que o sistema imunitário dos macacos-rhesus está recorrentemente a ser relembrado do VIS sempre que os citomegalovírus voltam a replicar-se e a mostrar proteínas do outro vírus. Por isso, cria-se uma memória imunitária de longo prazo contra o VIS nestes linfócitos e, qualquer vírus que volte à vida a partir de uma célula-reservatório, é controlado pelos linfócitos T, que matam essa célula.

“É sempre difícil alegar que estamos perante a erradicação do vírus – pode sempre existir uma célula, que não foi analisada, e que tem o vírus lá dentro”, começa por dizer Louis Picker, do Instituto para Vacinas e Terapia Genética da Universidade de Ciência e Saúde de Oregon. “Mas, no geral, utilizando critérios muito rigorosos, não há nenhum vírus [VIS] no corpo destes macacos”, diz o líder da equipa que conduziu o estudo, citado pela BBC News.

Os cientistas vão agora tentar compreender por que é que, na outra metade dos macacos-rhesus, a vacina não teve efeito. Mesmo assim, estão convencidos de que esta descoberta poderá ajudar a desenvolver uma vacina contra o VIH. “É concebível que os linfócitos T estimulados e mantidos por um citomegalovírus possam exercer uma pressão imunitária nas células que expressem proteínas do HIV e facilitem a deplecção de reservatórios residuais de HIV nos pacientes que estão a fazer tratamentos anti-retrovirais para suprimirem o vírus”, escrevem os autores no artigo da Nature.

O primeiro passo para desenvolver uma vacina parecida para humanos é construir um citomegalovírus humano que não tenha qualquer risco de causar, ele próprio, uma infecção, explica Louis Picker à BBC News, que diz já ter feito isso em laboratório. Segundo o cientista, se as autoridades regulatórias permitirem o uso deste vírus, então as primeiras experiências em humanos poderão já começar daqui a dois anos.